Candeias: Médicos pedem permanência de intervenção judicial no Hospital Ouro Negro

Os médicos do Hospital Ouro negro, do município de Candeias, na região metropolitana de Salvador, entregaram um abaixo-assinado ao juiz federal Ávio Mozar José Ferraz de Novais, solicitando a permanência da intervenção judicial na unidade de saúde. No documento, os trabalhadores dizem que estão “plenamente satisfeitos com a administração provisória feita pelo interventor Fábio Almeida” e falam do caos na saúde que assola o município, “seja pela falta de pagamento, precariedade dos postos de atendimento e valorização dos profissionais médicos”. O recolhimento das assinaturas foi realizado no mês de junho e contou com o apoio de 15 médicos que atuam na unidade.

Interdição

Na última terça-feira (27), a Diretoria de Vigilância Sanitária e Ambiental do Estado da Bahia (Divisa) interditou a área de lavanderia e a sala que realiza exames de Raio-X. Durante a inspeção, os agentes apontaram alto risco de contaminação à saúde dos profissionais e pacientes.

Intervenção judicial

O Hospital Ouro Negro está sob intervenção judicial desde agosto de 2016, quando a terceirizada CMA (Centro Médico Aracaju) foi afastada em função da Operação Copérnico, da Polícia Federal. A operação foi deflagrada para combater fraude e desvio de recursos na área da saúde.

Em decisão concedida em 22 de fevereiro deste ano, o Juiz Federal da 12ª Vara Pública, Ávio Moraes José de Novaes, prorrogou por mais 180 dias a Intervenção no Hospital Municipal de Candeias. Na decisão, o magistrado alegou, com embasamento relatado pelo interventor, a falta de conhecimento da gestão na área de saúde, relatando descumprimento das decisões judiciais.