Crise política prejudica votação da reforma da previdência, admite relator

    O relator da reforma da Previdência, deputado federal Arthur Maia (PPS-BA), admitiu em entrevista a Rádio Baiana FM nesta sexta-feira (14), que a Câmara dos Deputados não tem condições de discutir o projeto com a crise política que o país enfrenta. As denúncias envolvendo o presidente Michel Temer (PMBD), segundo o deputado, provocou um cenário de incertezas para a votação. “O tema na Câmara, nos últimos tempos, está muito voltado para essa questão contra presidente Temer que foi votado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Enquanto a questão das denúncias não forem solucionadas, não tiver uma resposta, seja de aceitação ou de rejeição das denúncias, particularmente, uma reforma do porte da previdência dificilmente poderá caminhar”, afirmou.

    Ele defendeu a necessidade da reforma da previdência para garantir o desenvolvimento do país e evitar o colapso no sistema. “Daqui a três anos se terá uma realidade onde vai vim uma lei cortando todas as aposentadorias pela metade, tomando ações como a Grécia, Portugal e a Espanha tomaram muito mais duras. A previdência está custando demais itens do orçamento”, explicou.

    Entre os principais pontos estão a idade mínima de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres para aposentadoria pelo INSS, além exigir pelo menos 25 anos de tempo de contribuição. A proposta cria ainda uma regra de transição para quem já está no mercado de trabalho.

    O projeto segue para votação no plenário da Câmara e  precisa de 308 votos para ser aprovado, o equivalente a três quintos dos 513 deputados.