Um ataque promovido hoje (7) nos escritórios do jornal satírico francês Charlie Hebdo deixou 12 mortos, segundo o Ministério Público de Paris. Informações anteriores, da Câmara Municipal de Paris e da Polícia, davam conta de pelo menos um morto e seis feridos em estado grave.
Pelo menos um jornalista da revista está entre os mortos. Três policiais e outros jornalistas também ficaram feridos durante o ataque, informou o policial Luc Poignant – quatro das 10 vítimas estão em estado grave.
Num vídeo do ataque, filmado por um dos ocupantes do edifício que se refugiou num telhado e divulgou no site da televisão pública France Télévisions, ouve-se uma voz de homem gritar “Allahu Akbar” (Alá é grande) entre o som de vários disparos.
Por volta das 11h30 (horário local), dois homens armados com um fuzil automático kalashnikov e um lança-foguetes entraram na sede do jornal satírico Charlie Hebdo, no 11º bairro de Paris. No local, ocorreu uma troca de tiros com as forças de segurança, relatou uma fonte próxima da investigação à agência France Presse.
Ao fugirem do local, os dois atacantes feriram um policial a tiro. Em seguida, abordaram um motorista que transitava no local, tomaram o veículo e, na fuga, atropelaram uma pessoa.
A Presidência francesa informou que o presidente François Hollande se dirigiu para o local e convocou uma reunião do gabinete de crise para 15h (horário local). Já no local do atentado, Hollande concedeu uma entrevista coletiva.
A redação do jornal satírico, publicado semanalmente, já tinha sido atacada em novembro de 2011, quando um incêndio de origem criminosa destruiu suas instalações. Esse incidente ocorreu depois de o jornal publicar um número especial sobre as primeiras eleições na Tunísia, após a destituição do presidente Zine el Abidine Ben Ali, vencidas pelo partido islâmico Ennahda, no qual o profeta Maomé era o “redator principal”.
Com informações da Agência Brasil/Foto: Philippe Dupeyrat/AFP


