Consolidações no setor de saúde impulsionam o mercado e “fazem a gente se mexer”, afirma CEO do gupo de hospitais Mater Dei

Mudanças do setor da saúde no Brasil estão gerando uma disputa por consolidação no mercado. Dessa maneira, a Rede Mater Dei, que tem oito hospitais pelo país e um valor estimado de R$ 3,6 milhões na bolsa, está sempre em busca de oportunidades para se fortalecer. “Passamos a ser alternativa em um mercado consolidado”, afirma o presidente da Rede, Henrique Salvador.

“No Brasil, são mais de 4 mil hospitais, mas a maior rede tem 60. Aí vemos uma série de movimentos, como a fusão de Notre Dame e Hapvida e a compra da SulAmérica pela Rede D’Or, que fazem com que a gente precise se movimentar também”, afirma Salvador em entrevista para o jornal O Globo.

Para ele, situações como essa “chocalham o mercado” e pode ser uma oportunidade para reforçar relacionamentos com alguns operadores que se sentem incomodados com as mudanças. “Em novas operações, como em Salvador, isso facilitou”, explica o presidente que complementa afirmando estarem fazendo um “esforço grande” para credenciarem o SulAmérica no hospital da capital baiana. “A Rede D’Or tem forte presença em Salvador, mas eles são nossos parceiros em Minas. Espero que isso não atrapalhe”.

A Rede Mater Dei, segue o plano de consolidação no Nordeste com o objetivo de se tornar um hub conectando- se também ao estado do Pará. Em menos de um ano, ampliaram o atendimento com quase 2,5 mil leitos. Já são três hospitais em Belo Horizonte e mais uma unidade menor, em Nova Lima, munícipio da região metropolitana mineira. Além dos investimentos com a construção do hospital em Salvador e a compra do maior hospital do Pará. “Só faz sentido ir para onde a gente seja relevante.  Por isso fomos para Uberlândia, para criar um quarto hub que penetre o Centro-Oeste, onde também entramos em Goiânia. Em Uberlândia, aliás, estamos compramos um novo hospital cujo contrato ainda está no Cade”, disse Salvador.

Apesar das recentes aquisições, o grupo ainda tem fôlego para novos investimentos. “Temos ainda ações da controladora que podem ser mobilizados para um evento desses, seja com um follow-on, seja com uma permuta”, concluiu o presidente.

 

 

 

 

Bnews

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