Juros futuros mostram sinais de alta na abertura

No mercado de juros futuros, as taxas abriram nesta segunda-feira, 12, com viés de alta, mas voltaram para perto dos ajustes da sexta-feira, 9, marcando mínimas há pouco. Vale observar que a liquidez é fraca, o que e favorece oscilações para cima e para baixo. Há pouco, o DI para janeiro de 2016 projetava 12,67%, na mínima, de 12,69% no ajuste de sexta-feira; o DI para janeiro de 2017 tinha taxa de 12,46%, também na mínima, de 12,48% no ajuste anterior; e o DI para janeiro de 2021 indicava taxa de 12,03%, ante 12,05%.

 No mercado internacional, os juros dos Treasuries operam em ligeira alta nesta manhã, enquanto os investidores ainda digerem os últimos números do mercado de trabalho dos EUA, divulgados na sexta-feira e que mostraram forte criação de empregos, mas queda nos salários.

 Na Europa, repercute a notícia de que o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, estaria pressionando “com todas as suas forças” para uma decisão positiva sobre um programa de relaxamento quantitativo (QE). Esse programa envolveria a compra em larga escala de bônus soberanos. Por lá, essa expectativa dá tração às principais praças acionárias da região.

 Na agenda doméstica, a primeira prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de janeiro subiu 0,29%, o que representa desaceleração ante a taxa de 0,63% apurada na primeira leitura do mesmo índice em dezembro, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa anunciada hoje ficou dentro do intervalo das previsões coletadas pelo AE Projeções, que iam de 0,09% a 0,68%, e levemente acima da mediana, de 0,27%. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou alta de 0,52% na leitura anunciada hoje, após subir 0,51% no mês passado.

 Mais cedo, os analistas do mercado financeiro ouvidos na pesquisa Focus, do Banco Central, elevaram as projeções para a inflação oficial para 2015, de 6,56% para 6,60%. A estimativa para 2016, que apareceu pela primeira vez no boletim, ficou em 5,70%. Já a previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano caiu de 0,50% para 0,40%. As projeções para a Selic foram mantidas em 12,25% na semana que vem – o que representa expectativa de elevação de 0,50 ponto porcentual da taxa básica – e em 12,50% no fim de 2015.

Com informações do ESTADÃO