No próximo dia 2 de junho, quatro meses antes do pleito de outubro, encerra-se o prazo para desincompatibilização de quem ocupa cargo de secretário municipal e pretende disputar algum cargo eletivo em chapa majoritária, seja para prefeito ou para vice nas próximas eleições. Em Salvador, em atendimento à legislação eleitoral, a previsão é que até amanhã sejam exonerados pelo menos quatro secretários municipais que estão na corrida pela vaga de vice-prefeito em uma possível chapa do prefeito ACM Neto (DEM), que mantém mistério se vai disputar a reeleição ou não.
De acordo com a Tribuna, serão afastados os seguintes auxiliares do gestor: Bruno Reis, secretário de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps), do PMDB; Guilherme Bellintani, recém-filiado ao DEM e secretário de Educação (Smed); Luiz Carreira, integrante do PV e secretário da Casa Civil; e Sílvio Pinheiro, secretário de Urbanismo (Sucom) e estreante no PSDB. Além dos quatro nomes, também pode ser afastado para integrar o campo de possibilidades no tabuleiro do xadrez o chefe de gabinete do prefeito, João Roma, agora integrante do PRB.
No PMDB, além de Bruno Reis, outro nome que vinha sendo ventilado é o do secretário de Mobilidade, Fábio Mota, inclusive, seria a aposta pessoal do presidente estadual do PMDB e agora ministro-chefe da Secretaria de Governo do presidente Michel Temer, Geddel Vieira Lima. No entanto, com a desincompatibilização apenas de Reis, nome preferido de Neto na legenda, Mota ficaria no meio do caminho. Apesar desse cenário favorável para o titular da Semps, a sua escolha dependerá de como andará a Lava Jato até o prazo final que ACM Neto terá para bater o martelo sobre sua eventual chapa.
Com informações da Tribuna/Foto: Divulgação
