O ministro disse que é “um caso de polícia” a live revelada pelo g1 no qual um universitário mostrou ao menos cinco questões quase iguais às que caíram na avaliação oficial.
Por causa desse “esquema”, o Inep anulou três dessas questões “antecipadas” e acionou a Polícia Federal para apurar o caso. Segundo o ministro, foi uma decisão “técnica de prevenção e de isonomia, para não prejudicar nenhum aluno”.
Ele afirmou que, pela primeira vez, o Enem teve detetores de metais em todas as salas — mais de 120 mil salas — como parte das medidas de segurança da aplicação. O ministro citou que o exame mobilizou 585 mil pessoas e registrou quase 5 milhões de inscritos.
Camilo lembrou que os dois gabaritos já foram divulgados e manteve a previsão de que o resultado final será anunciado em janeiro.
Questões anuladas
O gabarito oficial do 2º dia do Enem já está disponível e confirmou a anulação de três questões do exame. Mesmo com com itens a menos, o desempenho final dos participantes não será prejudicado. O principal motivo é que, no Enem a pontuação não é um reflexo direto do total de acertos.
O modelo de correção do Enem (entenda mais abaixo) não estabelece pontuações específicas para as questões ou limites fixos de pontos para a prova como um todo. Logo, os valores máximos e mínimos de cada prova dependem da combinação de questões, refletindo dificuldade e coerência das respostas, e não apenas o número de acertos.
Diante disso, dois participantes podem acertar exatamente o mesmo número de questões e ter notas distintas, porque a pontuação depende de quais questões foram acertadas, e cada uma delas tem um “peso” diferente.

